domingo, 14 de junho de 2009

116 - TUDO BEM EM ESPARTINAS

































Finalmente uma corrida sem chuva. No último ano quase todas as corridas em Espanha foram marcadas pela chuva. Não desta vez, apesar de na ida e no regresso ela se ter feito sentir.
Era a minha terceira vez em Espartinas, desta feita com um troço livre enormemente reduzido, em vez dos tradicionais 80 km a organização baixou para 10, em conformidade com o regulamento do Circuito Provincial de Sevilha.
À chegada grande surpresa: o Juan de Huelva saudava-me efusivamente. Depois de nos termos conhecido em Málaga, e de termos participado na corrida de Isla Cristina, o nosso amor pelo Ciclismo voltava a juntar-nos.
Velhos conhecidos alegravam-se à minha chegada: o Álvaro de Herrera, o Juan Leal de Espartinas, o Manolo Cascales de Lora del Río. E outra surpresa: os profissionais do Andalucía - Cajasur Javier Ramírez Abeja e Jesús Rosendo, patronos respectivamente das Corridas de Lora del Río e de Carmona tomavam parte na Corrida de hoje. E há bem pouco tempo havia estado com eles em Ferreira do Alentejo, por ocasião da Volta ao Alentejo. Tirámos uma foto juntos para o meu álbum de recordações.
Um dos maiores pelotões de que há memória na Andaluzia: lindo de ver a serpentear por entre campos de girassóis. E quando a hora H se aproximou podia-se ouvir o nervosismo do silêncio dos campos do Aljarafe e no "zzzz" das rodas das bicicletas. Nem uma voz, nem um som por parte dos ciclistas, só os passarinhos e o ruído das rodas a deslizarem no alcatrão. MAGNÍFICO.
Muita luta, muito despique por um lugar à frente dos contendores mais ao nível de cada um. Por mim a constatação que tenho muito para aprender, mas cada vez sei um pouquinho mais. Agora nada de atacar para não ficar esgotado. Os outros que puxem. Sempre na 2ª ou 3ª posição, de cada vez que um salta para a frente manter o posicionamento no grupo. E nunca puxar, a única vez que o fiz perdi energias fatais. E "chupar rueda", sempre a mamar no roda da frente, e poupar-me para as rampas de 18% da Alto del Chorrito. Que me matam, 18% no final de uma corrida!!! Chegar, cortar a meta e não poder respirar.MAGNÍFICO outra vez, gostei!!!
E aceitar água fresca dos habitantes de El Chorrito, e aceitar um refresco oferecido pelo Juan, são essas coisas que me fazem adorar estas corridas. Segue-se Fuentes de Andalucía.

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